Checklist de fim de ano: 6 Passos para otimizar o seu crédito e seguros em 2026

O final do ano é sinónimo de balanços e novos começos. Enquanto planeia as celebrações de Natal e os propósitos para 2026, há uma tarefa que merece a sua atenção: a revisão da sua saúde financeira. Com as alterações constantes nos mercados e nas taxas de juro, este é o momento ideal para otimizar créditos e seguros, garantindo que entra no novo ano com as finanças organizadas e preparadas para novos objetivos.

Preparámos um guia prático em seis passos essenciais para que possa tomar decisões informadas e, eventualmente, poupar centenas de euros mensalmente.

1. Revisão do crédito habitação: A Euribor e a sua prestação de janeiro

A Euribor tem registado oscilações nos últimos meses, impactando diretamente as prestações do crédito habitação de muitas famílias portuguesas. Se tem um crédito com taxa variável, a prestação de janeiro poderá trazer surpresas, para melhor ou para pior.

O que deve fazer agora:

Consulte qual a taxa Euribor aplicável ao seu contrato (geralmente a três, seis ou doze meses) e compare com o valor praticado no último período de revisão. Mesmo uma variação de 0,5% pode representar dezenas de euros de diferença mensal. Para um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos, por exemplo, essa variação pode significar uma alteração superior a 50 euros na prestação.

Este é também o momento certo para avaliar a taxa de esforço, o peso que a prestação do crédito representa no rendimento mensal líquido do agregado familiar. Os especialistas recomendam que este valor não ultrapasse os 35%. Se a sua taxa de esforço está acima deste limiar, ou se prevê que as subidas da Euribor a coloquem em risco, considere duas opções:

Renegociar com o banco atual: Muitas instituições estão dispostas a melhorar as condições para manter os clientes, especialmente se o seu perfil de risco melhorou desde a contratação do crédito.

Transferir o crédito para outro banco: A concorrência entre instituições financeiras pode trabalhar a seu favor. Transferir o crédito pode permitir não apenas obter um spread mais baixo, como também fixar a taxa de juro, protegendo-se de futuras oscilações da Euribor.

Recorde-se que a transferência de crédito habitação está isenta de comissões desde 2018, tornando este processo mais acessível e vantajoso para o consumidor.

2. Está a pagar mais do que deveria no seu seguro de vida?

Um facto que muitos portugueses desconhecem, pode alterar o seguro de vida associado ao crédito habitação a qualquer momento, sem esperar pelo aniversário da apólice. Esta decisão pode gerar poupanças significativas. Comece por verificar se o capital seguro acompanha automaticamente o valor em dívida. Se estiver muito acima, estará a pagar mais do que o necessário.

O que deve verificar

Compare o prémio anual que está a pagar com propostas de outras seguradoras. As diferenças podem chegar aos 30% ou 40%, dependendo da idade, profissão e capital seguro. Para um seguro com um prémio anual de 500 euros, isto pode representar uma poupança de 150 a 200 euros por ano.

Confirme se as coberturas são adequadas à sua situação atual. Mudanças na composição do agregado familiar, na profissão ou no estado de saúde podem justificar ajustes nas coberturas contratadas.

Avalie seguros com coberturas adicionais, como invalidez permanente ou doenças graves, que ofereçam uma proteção mais abrangente pelo mesmo investimento.

O final do ano é estratégico para esta mudança. Ao implementar a alteração agora, garante que entra em 2026 já com condições otimizadas e um orçamento familiar mais aliviado.

3. Balanço e consolidação: Simplifique as suas prestações

Cartões de crédito, créditos pessoais, financiamento automóvel. Se tem múltiplas prestações mensais, sabe como pode ser desgastante gerir diferentes vencimentos, taxas de juro e instituições financeiras. Além do aspeto logístico, existe um problema mais grave: a dispersão de créditos tende a resultar em custos totais mais elevados.

O crédito consolidado surge como uma solução inteligente para unificar todas estas responsabilidades numa única prestação mensal, geralmente com um valor inferior à soma das prestações anteriores e uma taxa de juro mais competitiva.

Sinais de que deve considerar a consolidação

As suas prestações mensais ultrapassam 40% do rendimento líquido mensal. Tem dificuldade em cumprir os prazos de pagamento ou já recorreu ao crédito rotativo do cartão. Pagou apenas o valor mínimo do cartão de crédito nos últimos meses, acumulando juros elevados. Sente que o orçamento familiar está constantemente sob pressão, sem margem para imprevistos ou poupança.

A consolidação permite não apenas reduzir o valor total pago mensalmente, mas também recuperar o controlo financeiro e criar espaço no orçamento para constituir um fundo de emergência, algo essencial para a estabilidade financeira de qualquer família.

Janeiro é tradicionalmente um mês de despesas acrescidas, entre impostos, propinas escolares e contas em atraso das festividades. “Limpar a folha” ainda em dezembro, através da consolidação, permite enfrentar o novo ano com maior tranquilidade e previsibilidade.

4. Impostos e benefícios fiscais: Prepare-se para o IRS

A entrega da declaração de IRS parece distante quando estamos em dezembro, mas a verdade é que a preparação deve começar agora. Vários benefícios fiscais relacionados com crédito habitação e seguros podem representar um reembolso significativo ou reduzir o valor a pagar ao Estado.

O que é dedutível no IRS:

Juros do crédito habitação: Pode deduzir 15% dos juros pagos, até um limite de 296 euros (para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2011, os limites e condições são diferentes e mais vantajosos).

Seguros de vida e de saúde: Os prémios pagos podem ser incluídos nas despesas de saúde, com dedução de 15% até determinados limites, desde que cumpridos certos requisitos.

Certificados energéticos e obras de reabilitação: Se realizou obras para melhorar a eficiência energética da habitação permanente, pode beneficiar de deduções específicas.

Ações a tomar antes do final do ano:

Organize todos os comprovativos, extratos bancários que discriminem os juros pagos no crédito habitação, recibos de seguros, faturas de obras elegíveis.

Verifique se o seu seguro de vida ou de saúde cumpre os requisitos para ser dedutível. Nem todos os seguros são aceites para efeitos fiscais, por isso confirme junto da seguradora ou do seu contabilista.

Se está a ponderar realizar obras de reabilitação ou melhorias energéticas, considere avançar ainda este ano para usufruir dos benefícios na próxima declaração.

Aproveite para fazer um balanço anual dos seus gastos dedutíveis em outras categorias (saúde, educação, habitação) e certifique-se de que todas as faturas estão corretamente registadas com o seu número de contribuinte.

Esta preparação antecipada não só facilita o preenchimento da declaração em abril como maximiza o valor do reembolso ou minimiza o montante a pagar.

5. Reforce o seu PPR: Aproveite o benefício fiscal de fim de ano

O Plano Poupança Reforma (PPR) continua a ser uma das ferramentas mais eficazes para quem deseja poupar com vantagens fiscais. Os montantes aplicados podem ser deduzidos no IRS até determinados limites, dependendo da idade do titular. Ao reforçar o seu PPR ainda em dezembro, garante não apenas o benefício fiscal na próxima declaração, mas também o crescimento sustentado da sua poupança a longo prazo.

6. Quais são os seus objetivos financeiros para 2026?

O início de um novo ano traz sempre a motivação para estabelecer objetivos, mas quantos desses propósitos se concretizam efetivamente? Quando se trata de finanças, a chave está no planeamento estratégico e na escolha dos parceiros certos.

Comprar casa ou mudar de habitação? O mercado imobiliário permanece dinâmico, e as condições de financiamento continuam acessíveis para quem se prepara adequadamente. Comece por avaliar a sua capacidade de poupança para entrada, reveja o seu histórico de crédito e simule diferentes cenários de financiamento.

Comprar um veículo? Seja novo ou usado, um automóvel representa um investimento significativo. Analise se o financiamento automóvel ou o leasing operacional são mais adequados ao seu perfil e necessidades. Compare taxas e prazos para garantir que a prestação se encaixa confortavelmente no orçamento.

Investir na formação ou num projeto pessoal: Créditos para educação ou créditos pessoais com finalidade específica podem ter condições mais vantajosas. Defina o montante necessário, o prazo ideal e procure soluções de financiamento que não comprometam outras responsabilidades financeiras.

Criar uma almofada financeira: Após consolidar créditos ou reduzir despesas com seguros, redirecione a poupança mensal para um fundo de emergência. O objetivo deve ser acumular entre três a seis meses de despesas fixas, garantindo proteção em caso de imprevistos.

Conclusão: Está preparado para um novo começo financeiro?

O final do ano não é apenas uma época de festas, é uma oportunidade para reequilibrar as finanças e planear um 2026 mais seguro e eficiente.

Ao seguir este checklist, revendo o crédito habitação, otimizando seguros, consolidando dívidas, preparando a declaração de IRS e definindo objetivos claros, estará a dar passos concretos rumo a uma maior estabilidade financeira, estratégia e tranquilidade.

Lembre-se: as melhores decisões financeiras nascem de informação qualificada e apoio especializado. Não deixe que mais um ano passe sem otimizar as suas condições de crédito e seguros. O investimento de tempo e atenção que dedica agora pode traduzir-se em poupança e na concretização de projetos que pareciam distantes.

Faça deste final de ano o ponto de viragem para uma gestão financeira mais inteligente, estratégica e alinhada com os seus verdadeiros objetivos. O futuro agradece, e o seu orçamento familiar também.

A Prisma Global acompanha particulares e empresas na otimização de créditos e seguros, promovendo decisões informadas e poupanças reais. Fale connosco e entre em 2026 com as suas finanças no caminho certo.

Consulte aqui mais informações: https://prismaglobal.pt/mudar-de-casa-plano-para-novo-comeco/

Intermediário de crédito vinculado, registado no Banco de Portugal: 7747

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