Quando se fala em crédito habitação, a conversa tende a girar em torno de spreads, taxas e prazos. É natural. Afinal, são estes números que moldam a prestação mensal e o custo total do empréstimo. No entanto, há um fator frequentemente subestimado e que, em caso de infortúnio, pode significar a diferença entre manter ou perder a casa: o seguro de vida associado ao crédito habitação.
A concorrência entre bancos e a atenção mediática concentram-se no spread. Uma diferença de 0,1% pode parecer crucial, mas, na maioria dos casos, representa apenas alguns euros a mais ou a menos na prestação mensal. O mesmo se aplica ao prazo: um empréstimo mais longo reduz a prestação, mas aumenta o custo total em juros, um prazo mais curto faz o oposto. Contudo, estas oscilações raramente colocam em causa a posse da habitação. Afetam o orçamento familiar, sim, mas dificilmente o direito ao lar.
É aqui que o seguro de vida assume um papel determinante. Este é o elemento que protege o mutuário e a sua família de eventos imprevistos que comprometem a capacidade de pagar o empréstimo. Uma doença grave, um acidente incapacitante ou o falecimento do titular podem transformar um crédito aparentemente estável num problema devastador.
Na prática, o crédito habitação é apenas o meio para atingir um fim: a aquisição do lar. E o seguro de vida é o garante desse fim, assegurando que a casa se mantém, mesmo quando a vida muda de forma inesperada.
Coberturas que fazem a diferença entre proteger e iludir
O problema é que, na maioria dos contratos de crédito, as coberturas padrão são insuficientes. Muitas apólices oferecidas pelos bancos limitam-se a proteger em caso de morte, deixando de fora situações de invalidez total permanente (ITP) ou doença grave, precisamente aquelas que mais frequentemente afetam a capacidade de trabalho e, consequentemente, de pagamento das prestações.
“Sim, mas um seguro com essas coberturas é mais caro”, é o argumento habitual. A verdade é que o custo adicional é relativo: caro é pagar por algo que não protege quando mais precisa. E, frequentemente, ao comparar propostas externas ao banco, descobre-se que é possível obter um seguro com coberturas completas por um valor semelhante, ou até inferior ao que o banco propõe.
O mito do seguro “caro” na prática
Um seguro só é verdadeiramente caro quando se paga por algo que oferece pouco valor. Os seguros de vida propostos pelos bancos, muitas vezes com cobertura limitada a Morte e Invalidez Absoluta e Definitiva, são o exemplo perfeito: são caros para o benefício reduzido que oferecem.
Na realidade, ao procurar no mercado segurador livre, é perfeitamente possível obter uma proteção muito mais abrangente por um custo semelhante. Vejamos um exemplo concreto para um casal de 35 anos com um crédito habitação de 200.000€:
- Proposta do banco:
- Cobertura: Morte e Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD)
- Prémio mensal: 45€
- Seguro no mercado livre:
- Cobertura: Morte, IAD, Invalidez Temporária, Doenças Graves
- Prémio mensal: 48€
A diferença? Apenas 3€ por mês. No entanto, por este valor simbólico, o casal garante proteção para cenários muito mais prováveis, como uma doença oncológica ou um acidente que os afaste temporariamente do trabalho, evitando que uma interrupção de rendimentos ponha em causa a sua casa.
O falso custo da bonificação
Outro ponto de confusão está na chamada bonificação da taxa de juro: ao optar por um seguro fora do banco, o cliente pode perder uma redução simbólica no spread. Mas a diferença, quando traduzida em euros, é muitas vezes mínima, cerca de 10 a 20 euros por mês comparada com a segurança de ter o lar verdadeiramente protegido.
Em última análise, o spread pode alterar ligeiramente a prestação, mas o seguro de vida pode determinar a continuidade da vida no seu lar. É uma questão de segurança, dignidade e planeamento responsável.
A escolha consciente: A base de um crédito bem estruturado
Antes de assinar o contrato, vale a pena analisar cuidadosamente as coberturas e condições do seguro de vida. Um consultor independente pode ajudar a comparar propostas e a garantir que a apólice responde às reais necessidades da família.
Na Prisma Global, acreditamos que a educação financeira passa por compreender que um crédito habitação é mais do que uma taxa: é um compromisso com o futuro, e o seguro de vida é a base incontornável que sustenta esse compromisso.
Em resumo: no crédito habitação, o spread influencia a prestação, o prazo determina o custo total, mas o seguro de vida é o fator que verdadeiramente protege o seu lar e a tranquilidade da sua família.
Consulte aqui mais informações: https://prismaglobal.pt/seguro-de-vida-no-credito-habitacao/
Intermediário de crédito vinculado, registado no Banco de Portugal: 7747
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